Aracaju - SE

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Aracaju - SE

Mensagempor Tio Putinha$ » 01/06/2010 09:51:39

CockGirls Club
Avenida Mario Jorge Vieira Melo, 2690
Bairro Coroa do Meio, Sentido Orla do Atalaia - Shopping Riomar
Entrada : R$ 40,00 consumíveis
Saída com menina (não se fode na casa) : R$ 60,00
Uísque (original, 8 ou 12 anos) - R$ 30,00 a dose
Água mIneral - R$ 9,00/Garrafinha
Energético : R$ 17,00
De segunda a quarta - das 20:00hs até as 04:00hs
De quinta a sábado - das 20:00hs até as 05:00hs
Fecha aos domingos

Ah, sobrinhos, as fronteiras de Putópolis são imensas. Depois de uma exaustiva viagem de negócios aonde foram decididos detalhes operacionais de uma operação de aquisição de resorts no litoral nordestino, eis que me encontro em Aracaju. Sempre desconfiei de tudo o que vem do nordeste, bom carioca que sou. Fui criado na fé de que tudo o que vem da parte setentrional do estado do Espírito Santo chama-se Paraíba. É paraíba morando num lugar perdido, praticamente uma ilha de Lost chamada Região Nordeste. Paraíba da Bahia, paraíba do Sergipe, do Rio Grande do Norte e até de João Pessoa! Então, qual não foi minha surpresa ao encontrar Aracaju, a bela do Nordeste. Esta cidade não fica a dever nada a Curitiba. Ruas asfaltadas, orla lindamente enfeitada, cidade limpa, povo civilizado e hospitaleiro (apesar de extremamente desconfiado, o que não os culpo, eles são vizinhos da Bahia). Comidas divinamente preparadas, hotéis excepcionais (a sede dos Resorts seria em Porto de Galinhas, agora iremos fazê-la em Aracaju, para vocês terem uma idéia). É claro que, mediante tanta opulência, o velho pato que vos escreve ficou com fome de comer de tudo um pouco que fosse do local. Assim, num dia só, foram comidas duas pescadas brancas na telha, meia dúzia de caranguejos, lambreta dobrada, moqueca de siri mole e buceta e cu sergipano.

Sergipanos e eu temos uma coisa em comum : a ojeriza a tudo o que vem da Bahia, principalmente a arrogância do povo. Captando informações entre taxistas, garçons e outros conhecedores da putaria, fui indicado à Boite Cock Girls (Tradução infeliz : Meninas de Pinto, falha grave do proprietário, que quis apenas fazer um trocadilho com Cocktails e não conhecia picas da língua inglesa. Não há travestis no lugar, para felicidade dos cultuadores da heterossexualidade). A casa, conhecida como a "maior de Aracaju", é razoavelmente grande. As instalações estão judiadas (decoração em pano vermelho e xadrez espelhado na parede), porém os proprietários prometem reforma para breve. Os banheiros são antigos, e o sabonete líquido é de quinta categoria. Entretanto, os banheiros são limpos. O pasto, para uma segunda feira, não era dos piores. Quinze mulheres na casa, na proporção de quatro vacas apetitosas, nove opções a não serem descartadas e duas horripilantes. Devo salientar que este velho pato permaneceu sóbrio durante todo o período de estadia na casa, o que ajuda bastante na precisão do relato.

A primeira vaca que apareceu para pastar o capim monetário deste pato foi uma coisinha tenebrosa oriunda de Recife. O rosto dela lembrava o de um pug chinês, e o corpo não colaborava com a primeira impressão. Ela sentou-se a meu lado, e apesar do desprezo demonstrado, ela puxou assunto. Eu estava sóbrio, o que dificultou a atitude Gregory House que eu normalmente tomo nessas ocasiões (mandar-lhe à merda sem pestanejar). Ela falou, eu escutei, paguei um chope e ela foi-se embora. Aí, apareceu uma outra pernambucana, loira, com rosto de queijo coalho (todo furadinho) porém com um corpo de responsa e com um frescor juvenil encorajador. O nome dessa daí era Barbara. Conversamos pouco (pouco demais, para meu arrependimento posterior. Maldita hora que deixamos o caralho pensar pela gente, Quack!), acertamos o preço em duzentos dinheiros e saímos de lá para um motelzinho até que bonito chamado Amore Mio, no Atalaia. Chegamos no motel, decepção total. A mulher era fresca, enjoada, nojenta, não fazia nada sem camisinha, fingia que chupava, ficava com carinhozinho... Enfim, meu saco encheu e mandei-lhe à merda. Ainda me fez parar numa bosta de posto de gasolina para comprar cigarro pra outra puta que havia pedido a ela antes de sairmos da porra da boite. Deixei-a por lá mesmo e fui voltando para meu hotel, puto como um pato. No meio do caminho, surge minha salvação.

O nome da minha salvação é Débora (belo nome para uma mariposa de rua, diga-se de passagem. Seu nome deve ser Dioclecivânia, mas vale a intenção). Bonita, cheirosa, gostosa (apesar do evidente uso de drogas recreativas em excesso), fez tudo o que a piranha da Bárbara não fez dentro do carro e ainda por cima cobrou só vinte reais ! Sobrinhos, se há alguma coisa que comove mais este pato velho do que o tilintar das moedas, é a virtude da economia e do custo x benefício bem aplicado. Por dez por cento do que paguei pela buceta da loira, arrumei uma neguinha na rua que colocou ela no bolso e mandou este pato velho enfiar todo o dinheiro gasto numa noite de merda no olho do rabo. Nem sei se irei encontrar a neguinha novamente, mesmo porque alguma coisa estava errada por ali (eu acho que ela tem no máximo o quadrado de quatro, apesar de alegar ter o dobro de dez em anos encarnados), porém valeu a noite toda. Conclusão, sobrinhos : Nunca deixem o Ganso fazer o serviço do Pato. Os gansos nasceram para serem afogados, os patos nasceram para nadar. Quack ! E até a próxima aventura em Putópolis.
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