TERMA PARAÍSO DAS PANTERAS - PILARES

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TERMA PARAÍSO DAS PANTERAS - PILARES

Mensagempor DANTE » 11/02/2009 22:22:38

Disse-me um amigo, após saber deste relato, que eu deveria procurar uma benzedeira. Às vezes, amigos oferecem bons conselhos...

Tarde quente, o suor inevitável molhava meu rosto, estaciono o Sucatão e decido conhecer o tal Paraíso das Panteras, conforme me indicava o folheto publicitário.


Para agravar a sensação térmica, tomei três doses da Ypioca com Catuaba antes de entrar, quis buscar inspiração. Meus poros ficaram sobrecarregados diante da quantidade de água que meu corpo expelia. Mais um pouco e eu me tornaria a nascente de algum rio caudaloso.

Entrei na Terma! Ao passar pela recepção, mostrei o folheto e me disseram que eu não precisaria pagar entrada. Penetrei no salão penumbroso, era fim de tarde, não havia muitas meninas. Pelo que me disseram, o movimento forte começa a partir das 19h30.

Sentei-me, pedi um Red Bull para debelar a sede e uns petiscos para alimentar a fome. Fiquei observando o salão quase vazio e avistei uma loira ajeitada que me chamou a atenção. Consegui contato visual, mantive o flerte por uns cinco minutos e então ela se aproximou...

Cerca de 1,60m; falsa magra; pernas grossas; bundinha arrebitada; lábios carnudos; cabelos abaixo dos ombros; rostinho de anjo. Graciosa!

- Oim – Ela me cumprimenta.

Sim, Forista sem fé! Como você, eu também senti uma leve entonação do “m” no final do “oi”, mas não dei importância. Afinal, o que é um minúsculo “m” diante de um tamanho Tesão?

- Tudo bem? – Respondo.

- Tundo! – Agora, foi um “n” que surgiu, talvez cumprindo a regra do "m só antes de p e b...”

- Qual seu nome? – Emendo com outra pergunta.

- Anhinhanha – Foi isso que ela pronunciou.

- Qual??? – Peço um replay para tentar entender.

- ANHINHANHA! – Ela eleva o tom de voz.


O que fazer num momento desses? Qual manual ensina a nos livramos deste tipo de embaraço? Eu ainda não havia compreendido o nome da menina, no entanto, não tinha coragem de perguntar novamente.

- Diferente seu nome! Bonito! – Ah, hipocrisia! Doce hipocrisia, como a vida seria amarga sem as suas sábias intervenções.

- Oncên anchã? Tão comum nheu nhome!


Era o início do meu pânico, eu não conseguia alcançar o estranho dialeto nasalado que brotava daqueles lábios tão delicados. Porém, meu cavalheirismo e minha esmerada educação me obrigavam a agir como se tudo aquilo fosse a manifestação mais límpida da língua portuguesa.

- In o seun? – Percebi que ela desejava saber meu nome.

- Dante. Prazer!

- Jã conhenhia a cãsan?

- Como? – Tive que perguntar de novo.

- Jã conhenhia a cãsan?


Parei uns segundos para decodificar... Ela me perguntava se eu já conhecia a casa! Era quase uma emoção traduzi-la.

- Não. Primeira vez!

- Tã gostanho?


O que seria gostanho? Gostando! É isso!

- É legal! Gostei! – Respondo para agradar.

Não precisei de muito mais para saber que a loira, além de gostosa, era fanha. Sim, incrédulo Forista, a loira era fanha! Nem no paraíso encontramos a perfeição, esbarrei com uma pantera fanha dentro do Paraíso das Panteras.

Prosseguir naquele diálogo estava me causando náuseas, era como manter o cérebro ligado a um tradutor simultâneo. Preferi encurtar o caminho e avisei que gostaria de ficar com ela.

A menina abriu um sorriso que me fez perdoar todos os tiles (~), “emes” e “enes” que recheavam sua linguagem quase incompreensível.

Fomos para o quarto. As dimensões eram pequenas, mas havia o conforto básico.

Minha cabeça girava pelo efeito da bebida.

Sem a roupa, o corpo da garota me impressionou ainda mais. Seios firmes, chaninha completamente depilada, bumbum emoldurado numa marquinha de biquíni minúscula.

Beijos, boquete, bolinação, a menina era quente! Ela fica de quatro e tenta me provocar.

- Menhe na sua canchõrra! – Tradução: “Mete na sua cachorra”.

Aquele idioleto nasal estava me enlouquecendo, decidi precipitar o fim do encontro: meti!

- Aim, aim! Isso, come nhua canchõrra! Aim! Aim!

Sim, colega Forista! Eu concordo! Isto é incrível! A puta era fanha até pra gemer! O gemido da mulher parecia grito de cachorro espancado, aquelas onomatopéias que vemos nas revistas de quadrinhos: caim, caim...

A tragédia se fez, não consegui gozar! A cada “aim” que a moça proferia, me vinha a imagem do Bidu na cabeça. Joguei a toalha!

- Não vaim gonza? Gonzaaaan, Gonstonso! - Insistiu a fanha.

- Não estou bem... Bebi muito! Estou cansado. – As velhas desculpas de quem só ansiava por fugir.


Paguei a conta, mas continuava intrigado. Não conseguia traduzir o nome da menina. Arrisquei perguntar mais uma vez.

- Desculpa, me repete seu nome? Esqueci...

- Ponxã! Jã esqueceum! É Anhinhanha!

- Ah! Ta! Não esqueço mais! – Eu não poderia esquecer o que escapava ao meu entendimento.


Mas de que vale um nome? “Anhinhanha” rima com Piranha e isso basta!

Resgatei o Sucatão e voltamos a sobrevoar o negrume do asfalto da Av. Suburbana.


**Despesa total: R$ 110,00 (não me peçam para discriminar, pois não lembro)

**Entrada grátis com o folheto promocional.

** Endereço: Rua Francisca Vidal, 20 – Pilares.

***Este TD chega com certo atraso, mas estou correndo pra colocar tudo em dia. Na ocasião, fui informado de que a casa estaria para entrar em reforma, mas creio que continua funcionando.



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